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EM BUSCA DO EQUILÍBRIO DINÂMICO

Paulo Monteiro


Nos sistemas vivos observamos um processo cíclico aonde o equilíbrio não é estático, ou seja, está constantemente estimulado por momentos de desequilíbrio, que a sua vez, levam a um subsequente nível de equilíbrio, mais evoluído, mais adaptado. Essa é a dinâmica da vida, essa é a dança da evolução, essa é a natureza do Equilíbrio Dinâmico, condição essencial para que tudo que é vivo se perpetue ao longo do tempo.

Se considerarmos a empresa como um Organismo Vivo, como vários autores defendem, então devemos aplicar a mesma dinâmica para o universo das organizações. Estas são entidades vivas, imersas num contexto de constante mudança, aprendizagem e evolução. E nesse ambiente fluido é o Equilíbrio Dinâmico que garantirá a vida das organizações ao longo do tempo.

Num âmbito aonde as diversas partes têm interesses e visões próprias, é fundamental a busca de uma relação madura entre esses diversos mundos visando a convergência por um propósito maior, a saúde do todo. O desequilíbrio “saudável” muitas vezes será o conflito necessário para que as questões venham à superfície, e com isso, a verdadeira adaptação, o crescimento que em alguns momentos poderá tomar forma de reinvenção. Na dança do Equilíbrio Dinâmico, o desequilíbrio pode ser fundamental, desde que leve a um salto maior no caminho da evolução. E o eixo que garantirá essa constante evolução terá que ser, necessariamente, o do humanismo, o que nos faz indivíduos e organizações virtuosos, excelentes, sustentáveis.

No século XXI há um imperativo para que as organizações sejam entidades saudáveis e virtuosas. É o mundo que pede, é a história que exige. E para que essa revolução da vida possa ocorrer de maneira significativa, o RH tem uma missão única, indelegável e inadiável. É o profissional de Gestão de Pessoas quem deverá ser o grande catalizador que buscará garantir o sopro vital do humanismo, para que as organizações possam viver seu Equilíbrio Dinâmico, que levará à saúde perene.

Nessa difícil mas necessária função, o RH deverá trabalhar muito mais o seu “H” para poder equalizar o melhor de cada parte e harmonizando-as pelo bem do Todo, pelo propósito maior coletivo. Essa missão reforçará a importância do longo prazo sem sacrificar a operação ou os resultados do dia a dia. A integridade entre o verbo declarado e as ações praticadas, será a virtude mais desejada e trabalhada, o erro deverá ser estimulado como condição para o aprendizado. E o desequilíbrio mortal, aquele que surge para o interesses de poucos, para o curto prazo da ganância a qualquer custo, este deverá ser extirpado neste movimento humanista que será a bandeira da área que tem a responsabilidade de ter a palavra “humano” no seu título.

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